sábado, 20 de setembro de 2008

Biópsia Óssea



A biópsia óssea é o procedimento de investigação que, em geral, leva ao diagnóstico ou fortemente o aponta.
BIÓPSIA ABERTA OU FECHADA?
Considera-se biópsia fechada aquela que não requer incisão na pele, mas tão-somente punção com agulha ou trefina, até a região a ser biopsiada.
Tradicionalmente, a biópsia óssea tem sido realizada a céu aberto; contudo, a biópsia fechada tem tido crescente indicação. Ambas têm prós e contras.
A maior vantagem da biópsia a céu aberto é a quantidade de material colhido, que em geral é suficiente para fazer o diagnóstico. Entre as desvantagens, contam-se a anestesia geral ou regional necessárias, a maior produção de hematoma e de infecção potencial, fratura patológica, recorrência local e o retarde da químio e radioterapias pós-operatórias, quando indicadas, devido ao aguardo da cicatrização.
Na biópsia fechada, duas desvantagens são apontadas: menor quantidade de material e necessidade de controle com scopia ou RX. Insuficiente material tem sido reportado em 25 a 33% dos procedimentos. Publicações mais recentes relatam cerca de 90% de êxito diagnóstico. Vantagens do método são: rapidez de execução, anestesia local (exceto em crianças), recorrência local quase nula e possibilidade de iniciar cedo a químio e a radioterapia.
Obviamente, não há concordância geral sobre o método preferido. Há, entretanto, preferência pela biópsia fechada em certos sítios, como a coluna vertebral e a pélvis, bem como em diagnósticos esperados de metástases ou recorrências locais.
TÉCNICA CIRÚRGICA

Planeje a biópsia com a mesma atenção que a cirurgia definitiva.
Com qualquer técnica, certifique-se de colher material suficiente. Prefira a periferia e as zonas menos diferenciadas, pois aí, em geral, está a zona de crescimento tumoral.

O uso do garrote pneumático nos membros é controverso e opcional.

Na coluna vertebral, o habitual é preferir-se a biópsia aberta orofaringeal de C1 a C3, opcional de C4 a T1, aberta de T2 a T9 e fechada de T10 para baixo.
COMPLICAÇÕES
As complicações mais comuns da biópsia óssea são: deiscência da ferida; hemorragia com hematoma; infecção; fratura patológica.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

artigo para leitura

   Pessoal, coloquei um artigo muito bom sobre "analgesia por cateter peridural", auxilia no estudo de vocês.
   Bons estudos!!

domingo, 24 de agosto de 2008

Novos conteúdos...

  Pessoal coloquei as aulas que já dei e algumas que serão dadas nos próximos dias...

 Coloco um artigo para leitura: O trabalho de enfermagem em centro cirúrgico.

domingo, 10 de agosto de 2008

ritidoplastia

www.plasticaglobal.com.br/tipos_cirurgia/rejuvenescimento_facial.html#

jejunostomia- técnica

Conceito

Cirurgia que consiste na colocação de uma sonda comunicando a luz jejunal ao meio externo com o objetivo de alimentar o paciente por essa via.


Técnica Operatória

No Pré operatório pedi-se:
Hemograma Completo;
Coagulograma;
Uréia; Creatinina; Sódio e Potássio.
Iniciamos o procedimento após raquianestesia e devida paramentação e montagem da mesa de instrumentação.
A anti-sepsia é feita com povidine degermante e povidine tintura A incisão de acesso a cavidade abdominal é acima da cicatriz umbilical na linha mediana cerca de 8 cm. Após a abertura de todos os planos, identifica-se e expõe-se a alça jejunal, situada aproximadamente 20 cm do ângulo Treitz(duodeno-jejuno).Com isso selecionamos o ponto de fixação da sonda no jejuno (á 20 cm do ângulo citado).





Aplicam-se então dois pontos de reparo na alça jejunal e uma sutura em bolsa(utilizamos seda 0 ou 2.0)
Posteriormente uma pequena incisão o suficiente para passar a sonda(nº 12) é feita no centro da bolsa. Introduz cerca de 20 cm da sonda multiperfurada, no sentido do peristaltismo. Após o fechamento da sutura em bolsa é aplicado pontos em 4 e/ou L para melhor fixação.


Antes disso é realizada a interiorização da sonda através de uma incisão utilizando o Bisturí cerca de 4 cm da cicatriz umbilical no quadrante superior e esquerdo do abdome e com a pinça hemostática sinalizando o local.
Realizam-se 2 pontos com seda, fixando a seromuscular do jejuno junto ao peritônio parietal, evitando a angulação ou torção do intestino.

A sonda é fixada à pele com ponto 4 e/ou L.
Realiza-se então o fechamento dos planos do abdômen com Prolene 0 para fechamento da aponeurose e Naylon 3.0 pontos em Donati para síntese da pele.
E finalmente o éter e curativo.

Lembrando que a jejunostomia pode ser feita com a finalidade de descompressão biliopancreático-duodenal, a sonda é introduzida no sentido cranial (antiperistáltico), com progressão suficiente para alcançar a região desejada, sendo as outras etapas da técnica semelhantes às descritas anteriormente.
Como complicação mais freqüente do procedimento a diarréia é a mais relatada.

domingo, 6 de julho de 2008

aula 1.

ENFERMAGEM CIRÚRGICA
DEFINIÇÃO: “É a parte da Enfermagem que presta assistência ao paciente cirúrgico no períodos pré, trans e pós-operatórios, com o objetivo de prevenir complicações físicas e emocionais para reabilitação e recuperação.”

HISTÓRIA DA CIRURGIA

O exercício da arte de curar, no Brasil, somente começou a melhorar seu ordenamento com a chegada da família real portuguesa, em 1808. Até àquela época, na colonia e mesmo na metrópole, a organização era precária e muito reduzido o número de praticantes licenciados.

Os órgãos controladores eram a Real Junta do Protomedicato de Lisboa, e seus delegados coloniais.

Estes delegados do Físico-Mor, em conjunto com as Câmaras Municipais, expediam as licenças, provisões e cartas, zelavam pela fiscalização do exercício profissional e procediam os exames de habilitação.

Na realidade, a Medicina não era uma profissão unificada. Os Médicos, cirurgiões e barbeiros constituíam corporações distintas.

Como não havia universidades ou escolas médicas, exceto em Coimbra, profissionais de formação superior, os médicos ou físicos, eram raríssimos. Concentravam-se nas principais cidades e detinham os postos oficiais.

Ao lado dos físicos ou médicos, havia os cirurgiões, cirurgiões-aprovados ou cirurgiões-barbeiros, que eram licenciados após prestarem exames na metrópole ou no Brasil e comprovarem a freqüência, por quatro anos em um hospital.

Aos cirurgiões era concedida licença para o exercício da cirurgia, oficio manual que, considerado subalterno ao dos médicos, era reservado a pessoas de baixa situação social, muitas vezes cristãos-novos. Como os físicos eram poucos, os cirurgiões concorriam com eles, exercendo toda a medicina, constituindo a maioria dos praticantes.

Em fins do século XVII começou a diferenciação entre cirurgiões-barbeiros, e barbeiros. A estes, eram relegadas operações mais simples, como sangrias, sarjas, aplicações de bichas ou ventosas, extrações dentárias, além de barbear e cortar o cabelo. Também submetiam-se a exame e, muitas vezes, arvoravam-se em médicos.

Ainda assim, o número reduzido de praticantes dava oportunidade a ação dos boticários e seus aprendizes, alem de anatômicos e entendidos.

Com a vinda da família real portuguesa, em 1808, esta situação começa a modificar-se. Inicia-se, então, o ensino formal da medicina e da cirurgia, com a fundação das Academias Médico-Cirúrgicas da Bahia e Rio de Janeiro.

Em 1832, depois da Independência, as Academias foram transformadas em Faculdades de Medicina, por decisão da Regência Trina.

Os cirurgiões continuavam, porem, em situação de inferioridade em relação aos médicos. Finalmente em 1848, um decreto legislativo considerou habilitados para exercitarem livremente em todo o Brasil qualquer dos ramos da ciência médica os antigos cirurgiões-aprovados e os formados nas Academias Médico-Cirúrgicas.

Era o fim da discriminação entre médicos e cirurgiões, passando estes a gozar das mesmas regalias e status social.

Ate esta época, a cirurgia limitava-se às amputações, redução de fraturas e luxações, ligaduras de artérias periféricas, suturas de feridas de órgãos internos, drenagem de abscessos, avivamento de fistulas e cauterização de ferimentos e era, muitas vezes, praticada no domicílio dos doentes.

Somente com o aperfeiçoamento da anestesia e da antissepsia, na segunda metade do século XIX, criou-se o que se pode considerar a Clínica Cirúrgica, passando a ser realizadas nos hospitais intervenções mais complexas.

As publicações médicas na Bahia e Rio de Janeiro, geralmente dos professores das Faculdades de Medicina, começam registrar operações mais elaboradas, sendo que muitas das teses de doutoramento da época referem-se a processos cirúrgicos.

Um marco histórico desta fase foi a ligadura da aorta abdominal realizado em 1842, no Rio de Janeiro pelo professor Candido Borges Monteiro, Visconde de Itauna, para tratar um volumoso aneurisma da artéria ilíaca externa. A operação, que havia sido realizada apenas três vezes no inundo, terminou com hemorragia fatal, consequente a infecção, doze dias depois.

0 Rio de Janeiro, sede da Corte Imperial, tornou-se logo o centro mais importante dos progressos culturais, científicos e médicos.
Aula 1. 
Estrutura e finalidade do centro cirúrgico.